Durante décadas, a videovigilância tem sido uma ferramenta essencial para reforçar a segurança em ambientes públicos e privados. No entanto, sua evolução tem sido marcada por certos limites: interfaces complexas, buscas manuais, tempos de resposta longos e total dependência de operadores humanos. Hoje, tudo isso está prestes a mudar.
Graças aos avanços da inteligência artificial, estamos entrando numa nova era: a videovigilância ativada por texto. Uma tecnologia que permite interagir com sistemas de segurança por meio de linguagem natural, transformando radicalmente a forma como as imagens de vídeo são analisadas e geridas.
Essa revolução já começou, e a Hikvision — por meio de tecnologias pioneiras como o Guanlan — está no centro dessa mudança. Mas o que essa transformação realmente significa? Quais são as suas implicações para os profissionais do setor? E para onde estamos caminhando?
Do visionamento manual à interação inteligente
Tradicionalmente, a gestão de vídeo exigia um processo intensivo: revisão de horas de gravações, buscas por datas ou câmaras específicas, e filtragem visual realizada por operadores. Com a videovigilância ativada por texto, esse paradigma é quebrado.
Hoje, já é possível realizar consultas como:
● “Mostre-me as ambulâncias que passaram por esta rua”
● “Mostre-me as quedas de pessoas que ocorreram nesta zona entre as 6:00 e as 22:00”
Sistemas com inteligência artificial avançada são capazes de entender a linguagem natural, interpretar a intenção do utilizador e apresentar resultados concretos e relevantes — em questão de segundos.
Essa mudança não só melhora a eficiência, como também torna a gestão da segurança mais acessível, intuitiva e orientada para a prevenção.
¿O que vem a seguir? Tendências que vão transformar o setor
A ativação por texto é apenas o começo. Nos próximos anos, veremos uma evolução acelerada em direção a ambientes de interação total entre pessoas e sistemas de segurança:
1. Sistemas preditivos, não reativos
A combinação entre linguagem natural e análise de comportamento permitirá antecipar possíveis incidentes. As consultas deixarão de ser apenas reativas (“o que aconteceu?”), para se tornarem preditivas:
"Avise-me quando alguém for detetado a carregar uma caixa ao entrar nesta zona"
2. Multicanalidade e acessibilidade
O futuro da videovigilância passará por interfaces conversacionais integradas em aplicações móveis, plataformas cloud e assistentes virtuais. Os responsáveis pela segurança poderão interagir com o sistema a partir de qualquer lugar, a qualquer momento.
3. Menos carga operacional, mais capacidade de análise
A automação de pesquisas e relatórios reduzirá a carga de trabalho dos operadores, permitindo-lhes concentrar-se na tomada de decisões. Além disso, facilitará o trabalho colaborativo com outras áreas (manutenção, atendimento ao cliente, emergências...).
4. IA contextualizada por setores
Veremos modelos de IA adaptados a diferentes ambientes: logística, saúde, retalho, mobilidade, etc. Cada um compreenderá melhor o contexto em que opera, personalizando a forma de interpretar as consultas.
Tecnologia a favor da proteção, não do controlo
Uma preocupação legítima em relação a qualquer avanço na análise de vídeo é o equilíbrio entre segurança e privacidade. A videovigilância ativada por texto — e, de forma geral, a IA aplicada ao vídeo — não é concebida para vigiar indiscriminadamente, mas sim para ajudar a proteger de forma mais eficiente, responsável e proporcional.
Esse tipo de tecnologia permite que operadores, equipas de segurança e autoridades detetem situações anómalas sem interferir na vida quotidiana das pessoas, contribuindo para ambientes urbanos mais seguros, ágeis e resilientes.
A chave está num design responsável: o uso é limitado a finalidades legítimas, é garantida a transparência e o sistema atua unicamente como apoio informativo, sem substituir o critério nem a decisão humana.
Guanlan: o início desta transformação
Neste caminho rumo à videovigilância ativada por texto, a Hikvision desenvolveu o Guanlan, uma família de modelos de IA em larga escala capazes de compreender texto, imagem e contexto de forma conjunta.
Graças ao Guanlan, soluções como o AcuSeek NVR já permitem realizar pesquisas avançadas com linguagem natural, com uma precisão sem precedentes. Esta capacidade representa apenas o primeiro passo para uma nova geração de sistemas de segurança mais inteligentes, mais intuitivos e mais úteis.
Mas, para além da componente técnica, o que define o Guanlan é o seu propósito: colocar a IA ao serviço da prevenção, da proteção e do bem-estar social.
Do vídeo como evidência ao vídeo como ferramenta preventiva
A videovigilância ativada por texto marca um antes e um depois na relação entre pessoas, tecnologia e segurança. Já não falamos apenas de gravar e rever, mas de interpretar, antecipar e agir de forma rápida, precisa e contextualizada.
Este novo paradigma não substitui o trabalho humano — ele potencia-o. Não complica a gestão da segurança — simplifica-a. E não impõe uma vigilância passiva — permite construir ambientes onde a tecnologia atua como aliada, não como barreira.
Sem esquecer que estas tecnologias são concebidas para tornar os ambientes urbanos e as infraestruturas mais seguras, ajudando operadores e autoridades a agir com maior rapidez e precisão, sem interferir na vida quotidiana das pessoas.
O futuro já chegou. E o texto — essa forma natural de nos comunicarmos — torna-se agora a nova interface com a inteligência artificial. Uma interface que compreende, aprende e ajuda.