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Segurança IP no monitoramento de menores infratores
August 01, 2017

Embora seja difícil abordar esse assunto, em qualquer lugar do mundo, governo e sociedade têm que enfrentar uma realidade triste e preocupante: crianças e adolescentes passam, todos os dias, por situações de carência e abandono. Muitas destas - e outras com deliberada má intenção - acabam encontrando no mundo do crime uma porta de acolhimento e possibilidade de ascensão, resultando em um sem número de menores infratores dos mais diversos níveis.
Ao longo dos anos, avanços foram feitos visando reeducar e reinserir na sociedade esses menores de idade e estruturas foram montadas para diferenciar jovens que passaram por violência e abandono daqueles que praticaram atos infracionais, como roubo, tráfico de drogas e até homicídios (leia mais em “Histórico”). No estado do Rio Grande do Sul, essa segunda tarefa ficou sob a responsabilidade da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase).
Atualmente, a Fundação tem 1,3 mil adolescentes, sendo que 98% deles estudam em escolas que ficam dentro dos centros e cerca de 400 fazem algum curso de capacitação ou qualificação, graças a parcerias com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e o Projeto Pescar.
Naturalmente, ambientes que reúnem infratores da lei enfrentam grandes desafios no que tange à segurança dos internos, colaboradores e visitantes. Com problemas de lotação além da capacidade em suas unidades há pelo menos dois anos, segundo dados disponíveis no próprio portal da entidade, tornou-se bastante difícil inibir e responder rapidamente todos os delitos dentro dos locais. Assim, em 2016, a administração resolveu implementar um sistema de vigilância eletrônica, visando auxiliar nos processos, na tomada de decisões e na investigação de qualquer ato ocorrido tanto internamente como nos arredores das unidades.


Nesta etapa inicial, a licitação prevê a instalação de 828 câmeras de alta definição e sistemas complementares na sede administrativa e em 12 unidades da Fase nas cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo, Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana e Santo Ângelo.
O edital foi conquistado pela empresa gaúcha DGT no primeiro trimestre deste ano e o projeto está em fase de implementação dos sistemas, com previsão de finalização para setembro deste ano, representando um investimento de quase R$ 2,6 milhões, incluindo equipamentos, serviços e treinamentos.

No começo deste mês de julho, ocorreu a solenidade de inauguração da infraestrutura no Centro de Atendimento Sócio-educativo Regional de Porto Alegre 1, com a presença do governador José Ivo Sartori e da secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos (SDSTJDH), Maria Helena Sartori, além do presidente da Fase, Robson Luis Zinn, e do diretor de engenharia da companhia, Maurício Loeser.
Na ocasião, foi ressaltado que o principal objetivo do sistema é possibilitar o monitoramento de vários locais, centralizando o gerenciamento e facilitando a tomada de decisões, auxiliando a supervisão e controle de cada unidade. 
Segundo o governador, a tecnologia é uma aliada a mais no trabalho da Fase, que prioriza a educação e a profissionalização. "A gente precisa de oportunidades para recuperar as pessoas. Educar e profissionalizar são dois caminhos fundamentais para nossos jovens. Isso ajuda a construir a dignidade".

Maria Helena Sartori, por sua vez, reforçou que a grande preocupação é com o retorno dos menores infratores à sociedade e que as câmeras vão ajudar a melhorar o atendimento. "Não queremos situações de violência nem condutas inapropriadas, mas, se elas acontecerem, teremos mais agilidade para intervir, mais facilidade para identificar os responsáveis e mais precisão para tomar as devidas providências".
O sistema vai possibilitar o monitoramento das áreas de acesso, comuns e externas das unidades, dormitórios, salas, corredores, estacionamentos, pátios, entre outros.
Embora cada unidade tenha necessidades específicas em relação à quantidade de equipamentos, a composição da solução é essencialmente a mesma: três tipos diferentes de câmeras conectadas à gravadores de vídeo em rede (NVR), monitorados a partir de uma central de monitoramento local. Para a comunicação dos agentes de segurança, a licitação também prevê o fornecimento de 128 radiocomunicadores portáteis, além da implementação de infraestrutura de rede, incluindo cabeamento UTP e em fibra óptica e switches PoE, e de nobreaks para permitir uma operação 24 horas por dia sem interrupções. 


As exigências do edital pontuavam cada especificação técnica das soluções exigidas, indo da resolução, tipo de sensor, padrões de compressão e recursos de visualização em baixa luminosidade das câmeras aos protocolos e normas que os sistemas deveriam seguir, exigindo um alto nível de conhecimento especializado. “Trabalhar para órgãos públicos exige não somente uma boa capacitação técnica, mas também uma excelente estruturação administrativa e operacional”, pontua Maurício Loeser, diretor de engenharia da DGT. “Um projeto de grande porte como esse deve receber atenção total em todas as fases, iniciando-se pelo planejamento, compras e relacionamento com fornecedores, mas sem dúvida a logística de implantação, na combinação do seu gerenciamento, são fatores críticos que devem receber especial atenção”.
Para conseguir cumprir com o relativo curto prazo na entrega das soluções em diversas cidades diferentes, Loeser conta que foram montadas três frentes de trabalho simultâneas, com cada equipe composta por até oito profissionais que realizam a implantação e entrega de cada unidade em até 20 dias úteis. Segundo Loeser, foi o apoio logístico na entrega de equipamentos e o preço mais agressivo que resultaram na escolha da Hikvision como fornecedora de todas as câmeras e NVRs do projeto. “A garantia de 36 meses e a capacidade de entregar câmeras com resolução maior do que a exigida foram outros pontos importantes”, ressalta.
Falando diretamente em modelos, todas seguem o formato de mini dome, oferecem certificação IP66 para serem resistentes à chuva e poeira e trazem WDR para lidar com ambientes com alto contraste na iluminação. As diferenças ficam, essencialmente, na resolução, alcance e abertura da lente e nos locais de aplicação. 


Foram dois modelos com a possibilidade de oferecer proteção anti-vandalismo IK10 voltados para ambientes internos e externos, sendo 174 DS-2CD2142FWD-IS, com até 4 MP de resolução e IR embutido e 315 DS-2CD2720F-IS, com 2 MP de resolução e infravermelho de 20 metros; além de outras 339 DS-2CD2110F-I, com resolução de 1.3 MP e IR de 20 metros, focadas em aplicações em ambientes externos.
“Excluindo-se as áreas privativas e proibidas pela legislação, todo o local é monitorado por uma câmera com cobertura de uma segunda, em um posicionamento escolhido estrategicamente junto à uma empresa especializada, contratada antes da abertura da licitação. Desta forma nenhuma prática ocorre sem a detecção e gravação do sistema”, explica Loeser. “Em média são em torno de 4.000 m² de área coberta por unidade”.
Para a gravação das imagens, estão sendo implementados 10 NVRs de 16 canais, DS-7716NI-I4, e outros 35 de 32 canais, DS-9632NI-I8; cada um dos quais, respectivamente, com dois ou oito HDDs de 4 TB da linha Purple da Western Digital, WD40PURX, voltados especificamente para aplicações de vigilância, garantindo uma operação ininterrupta 24 horas por dia e suficientes para o armazenamento das imagens por até 30 dias.
A gestão é feita através do software proprietário da Hikvision, o IVMS-4200, e uma prova de conceito será realizada para identificar as melhores opções de analíticos disponíveis para o local, de acordo com o diretor da DGT.
Cada unidade também possui, no mínimo, dois nobreaks de 2 kVA e algumas incluem também modelos de 3 kVA da MKS Sistemas de Energia.

Infraestrutura de rede e comunicação
Foram utilizados mais de 40 km de cabos UTP Cat 5E para a conexão entre os sistemas, além de switches de rede da Intelbras, sendo 44 deles de 24 portas e gerenciável, SG2404 PoE, e outros 7 dispositivos de 8 portas, SF 802 AF.
“Para realizar a comunicação dos dispositivos, foi construída uma rede estruturada que convergem para os pontos de distribuição. Nestes pontos, estão localizados os switches com tecnologia PoE que fazer o gerenciamento e alimentação dos dispositivos”, explica Loeser. 
Em algumas unidades existem anexos que são interligados por um link de fibra óptica devido à grande distância, como é o caso da sede administrativa, onde é exigido uma conexão do prédio principal à portaria da entrada principal, visando a colocação de uma câmera e uma estação de monitoramento para a portaria. 


Segundo o diretor, todo o cabeamento foi certificado e aferido de acordo com o padrão de instalação das normas vigentes exigidas na licitação, em especial a ABNT NBR 14565 e a ABNT NBR 5410 que tratam, respectivamente, dos requisitos e recomendações para sistemas de cabeamento estruturado e redes de dados, sendo a base de comunicação e conexão do sistema de videomonitoramento; e dos assuntos vinculados as características dos equipamentos e dispositivos de videomonitoramento que utilizam alimentação em baixa tensão.
Em relação aos radiocomunicadores, os modelos escolhidos foram os EP450S da Motorola Solutions, que oferecem 16 canais de comunicação e operam nas faixas de frequências UHF (438-470 MHz) e VHF (136-174 MHz). 
Como diferencial, esses dispositivos trazem o sistema de transponder de alcance automático (ARTSTM), uma função que permite que os rádios que estejam operando na mesma freqüência possam monitorar o alcance de outros do mesmo modelo em intervalos pré-programados, sem limite para a quantidade de rádios que podem operar juntos, trazendo mais confiabilidade para a operação . 
Além disso, os EP450S permitem utilizar um botão programável como um botão de emergência MDC e oferecem rastreamento de dupla prioridade, permitindo o usuário monitore o canal prioritário ao mesmo tempo em que se mantêm atualizado com as informações críticas, facilitando a supervisão de um ou dois grupos de trabalho com maior frequência do que outros.

Autonomia de operação e gestão
Após a finalização da implementação das soluções, a DGT também será responsável por realizar o treinamento e qualificação técnica e operacional de mais de 400 servidores, incluindo os responsáveis nos locais monitorados e seus representantes e/ou indicados. O objetivo é permitir a correta utilização de todos os equipamentos e funcionalidades do sistema de videomonitoramento, além de oferecer uma autonomia mínima para operações de configuração, gerenciamento e manutenção. 
Um período de operação assistida também está previsto, visando sanar qualquer eventual dúvida que possa surgir quando da real operação do sistema.

Expansão integrada
Com uma infraestrutura totalmente IP, o projeto da Fase já prevê a gestão integrada de todas as unidades a partir da Sede Administrativa e a possibilidade de expansão, incluindo outras soluções – como controle de acesso IP, por exemplo -, se torna muito mais viável, já que a rede já estará implementada. 
Com isso em mente, duas das três estações de monitoramento mais poderosas estão sendo fornecidas para a sede, além de cinco monitores de 32” voltados especialmente para a visualização das imagens pela equipe do centro de controle, já que cada estação conta por si só com um monitor de 18,5” para o uso do operador. A outra estação mais robusta está destinada à maior unidade em capacidade para adolescentes, a Comunidade Sócio-educativa, que reúne 96 câmeras e contará com dois monitores de 32” para a visualização das imagens.
“Atender um projeto público como esse traz como vantagem a visibilidade que um grande projeto pôde trazer e os resultados que a tecnologia implantada apresenta. No entanto, se um projeto for mau executado, ele pôde ter o efeito inverso, não somente trazendo consequências negativas a imagem da empresa, mas podendo até acarretar em prejuízos financeiros”, finaliza Loeser.

As câmeras estão instaladas em áreas de acesso, dormitórios, salas, estacionamentos, pátios e outros locais.
Software de gestão IVMS-4200: uma prova de conceito será realizada para a identificação das melhores opções de analíticos
Cada unidade recebeu NVRs de 16 ou 32 canais da Hikvision, switches de rede da Intelbras e nobreaks da MKS
As câmeras são posicionadas estrategicamente, sempre com a cobertura de uma segunda, para evitar pontos cegos no sistema


Histórico
Cada país construiu sua política norteadora para lidar com crianças e adolescentes carentes, abandonados ou autores de atos infracionais. As primeiras iniciativas após a proclamação da república brasileira remetem à 1941 com o Serviço de Assistência ao Menor (SAM), responsável pelo atendimento aos menores. 
As estruturas que seguiram as denominações do SAM perduraram até a década de 1960, quando houve o seu desmembramento e a constituição da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem) que atuava através das conhecidas unidades da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem).
A virada legislativa mais recente que culminou nas atuais estruturas de atendimento foi o surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fruto da Constituição de 1988. Seguindo as diretrizes da Doutrina de Proteção Integral, fez-se necessário o reordenamento institucional dessas entidades em todo o país, culminando em uma mudança na abordagem em relação à questão. Um dos mais importantes avanços foi a distinção entre o tratamento à crianças e adolescentes vítimas de violência e abandono do tratamento à adolescentes autores de crimes. 
Foi a partir daí que surgiram as entidades como a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) do Rio Grande do Sul e a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Fundação CASA) de São Paulo, focando-se no atendimento exclusivo aos adolescentes infratores com medida judicial de internação ou semiliberdade.

Unidades de atendimento sócio-educativo visam reinserir menores infratores na sociedade através do esporte e da educação. 
 

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